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22 de junho de 2026 Notícias

Equipe liderada pela hepatologista Katia Cristina Kampa, do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (Universidade Federal do Paraná) deu início a uma pesquisa para saber como está e como pode melhorar a qualidade de vida em pacientes adultos com glicogenose hepática.

A glicogenose é um grupo de doenças genéticas raras e hereditárias caracterizadas por erros no metabolismo do glicogênio. Devido à falta de enzimas específicas no fígado, o organismo não consegue quebrar o glicogênio em glicose, causando acúmulo anormal nos tecidos. O acúmulo e a falha em liberar glicose na corrente sanguínea causam manifestações características que comprometem a qualidade de vida dos pacientes, como hipoglicemia grave, especialmente durante o jejum, que podem gerar fraqueza, tremores e convulsões; hepatomegalia; atraso no crescimento e alterações laboratoriais tais como elevação de triglicerídeos, colesterol e ácido úrico.

A pesquisa “Qualidade de vida em pacientes adultos com glicogenose” já está disponível e tem por objetivo avaliar os indicadores de qualidade de vida em pacientes adultos (acima de 18 anos) com diferentes tipos de Glicogenose, visando fornecer subsídios para o aprimoramento de protocolos de cuidado multidisciplinar, uma vez que, graças aos avanços no diagnóstico e manejo dietético/terapêutico, o número de pacientes com glicogenose que atingem a vida adulta tem crescido significativamente.

Sua realização, segundo a dra. Katia, é porque ainda há uma lacuna de dados robustos sobre como a patologia e o rigor do tratamento impactam a qualidade de vida, a saúde mental e a inserção social desses indivíduos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob o número de parecer: CAAE 94876726.0.0000.0096. a metodologia de coleta é realizada via formulário on-line, garantindo o anonimato e a segurança dos dados, conforme a LGPD.

Para responder, utilize o formulário abaixo ou clique aqui para abrir em outra página. São cerca de 5 minutos para a resposta completa.


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17 de junho de 2026 Notícias

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) abriu um edital de seleção que oferece a oportunidade de estagiar na renomada instituição King’s College, na Inglaterra. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas exclusivamente pelo link divulgado no edital, não sendo aceitas por outros meios.

O King’s College é um importante hospital universitário e um centro de referência localizado em Denmark Hill, Camberwell, no distrito londrino de Lambeth, e atende uma população local de 700.000 pessoas nos distritos londrinos de Southwark e Lambeth, mas também funciona como um centro de referência em especialidades como a Hepatologia para milhões de pessoas no sul da Inglaterra. Por ser um grande hospital universitário, juntamente com o Guy’s Hospital e o St. Thomas’ Hospital, abriga a Faculdade de Medicina do King’s College London e é uma das instituições que compõem o King’s Health Partners, um centro acadêmico de ciências da saúde .

Serão concedidas duas bolsas, com duração de 12 meses, sendo uma vaga para candidatos das regiões Norte e Nordeste e a outra vaga para candidatos das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil.

A previsão de início do estágio é a partir de setembro de 2026. Consulte o edital de seleção aqui.

A bolsa contempla uma ajuda de custo mensal no valor de £ 2.000,00 (duas mil libras, o equivalente a mais ou menos 13.600 reais), mas não custeia passagem aérea, hospedagem nem seguro de saúde com cobertura internacional válida na Inglaterra.

Para participar, os candidatos precisam atender aos seguintes requisitos: ter até 40 anos; ter residência médica em Gastroenterologia ou Hepatologia ou possuir Título de Especialista em Hepatologia; comprovar fluência em língua inglesa, mediante certificado de conclusão de curso ou diploma emitido por entidades certificadoras de proficiência linguística; se comprometer a retornar ao Brasil: em caso de vínculo institucional, apresentar termo assinado firmando compromisso de retornar à instituição de origem com permanência por período equivalente ao do estágio; comprometer-se a contratar, antes do início das atividades, seguro-saúde com cobertura válida no Reino Unido durante todo o período de permanência no exterior.

As inscrições já estão abertas e vão até o dia 1º de Julho. O cronograma do edital atende as seguintes datas:

  • Encerramento das Inscrições: 1/7/2026;
  • Avaliação curricular e entrevistas: de 2/7/2026 a 8/7/2026;
  • Divulgação do resultado final: 9/7/2026;
  • Início previsto do estágio: Setembro de 2026.

Para realizar as inscrições, os candidatos deverão apresentar os seguintes documentos:

  • curriculum vitae atualizado;
  • carta de intenção com descrição das principais áreas de interesse na hepatologia;
  • passaporte com validade superior a 6 meses.

O processo seletivo será conduzido por uma comissão designada pela Sociedade Brasileira de Hepatologia e será constituído por entrevista e análise curricular. Serão avaliados o currículo do candidato; a experiência prévia da área de Hepatologia; e a adequação da carta de intenção aos objetivos institucionais do programa.

O edital pode ser conferido clicando aqui.

Para realizar a inscrição, é preciso começar preenchendo o formulário neste link: https://forms.gle/i8AqUiiP8oFUi1td7

 



10 de junho de 2026 Video

A Comissão de Hepatotoxicidade e DILI da SBH promoveu uma reunião para apresentar e discutir casos clínicos de hepatotoxicidade, abordando os seguintes temas: suplementos, fitoterápicos e hepatite imuno mediada por Nivolumabe e Ipilimumabe e tiveram a participação das dras. Dvora Joveleviths e Maria Isabel Schinoni e dos drs. Mário Pessoa, Rodrigo Sebba Aires e Aécio Meirelles.

Outros casos podem ser enviados para o e-mail [email protected], que serão avaliados para próximas sessões.

Assista ao vídeo na íntegra:

Veja também:
– Vídeos do Centro de Educação da SBH



29 de maio de 2026 Video

Na sessão “Artigos que Impactam na Prática Clínica” de maio, promovida pela Comissão de Cirrose da SBH, o professor Raymundo Paraná apresentou o artigo “Distúrbio Porto-Sinusoidal: Uma doença negligenciada e provavelmente mal diagnosticada com etiologia peculiar na América do Sul “, e teve como debatedores a dra. Priscila Pollo Flores e o dr. Rodrigo Sebba Aires, que moderou o bate-papo.

Acesse o artigo que foi discutido pela Comissão de Cirrose e convidados.

O vídeo já está no ar e pode ser assistido por associados da SBH:


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21 de maio de 2026 Notícias

A Comissão de Transplante Hepático da Sociedade Brasileira de Hepatologia está lançando o Levantamento Nacional sobre Atuação em Transplante Hepático, uma pesquisa de âmbito nacional com o objetivo de mapear a atuação da Hepatologia nos serviços de transplante.

Com os dados em mãos, será possível analisar e entender melhor as necessidades dos profissionais que desejam ingressar ou colaborar na realização dos transplantes hepáticos.Médicos de outras áreas, mesmo que não sendo diretamente ligados ao transplante hepático, também estão convidados a participar.

São apenas alguns minutinhos. Contamos com sua participação! Basta responder às perguntas abaixo ou acessar o link aqui.



11 de maio de 2026 Video

Com apresentação do caso clínico do residente Fabríolo Filho, a atividade mensal da Comissão de Cirrose Hepática da Sociedade Brasileira de Hepatologia teve como tema “Disfunção Renal”, com a participação das dras. Luciana Lofego (ES) e Liana Coedes (BA), e do dr. Rafael Ximenes (GO), com moderação do dr. Rodrigo Vieira (CE).

Veja também:
– Vídeos do Centro de Educação da SBH



1 de maio de 2026 Video

Na sessão “Artigos que Impactam na Prática Clínica” da Comissão de Cirrose da SBH, o professor Mário Reis Alvares-da-Silva apresentou o artigo “Enhancement of Inpatient Mortality Prognostication With Machine Learning in a Prospective Global Cohort of Patients With Cirrhosis With External Validation”, e teve como debatedores a dra. Liana Codes, que também moderou o papo, e o dr. Marcelo Malbouisson.

Acesse o artigo que foi discutido pela Comissão de Cirrose e convidados.

Assista ao vídeo da sessão, realizada no dia 29 de abril de 2026.

Veja também:
– Artigos que Impactam a Prática Clinica: Uso da Estatina em Pacientes com Cirrose
– Veja outros vídeos do Centro de Educação da SBH


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28 de abril de 2026 Notícias

Dia triste para a Medicina, que perdeu nesta terça-feira, dia 28 de abril de 2026, o renomado cirurgião Silvano Raia, que ficou conhecido internacionalmente por ter realizado o primeiro transplante de fígado de um doador vivo no mundo, no ano de 1989, além de ter sido pioneiro na realização de transplantes de fígado de um modo geral na América Latina, na década de 1980, no Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), onde atuava.

Titular da cadeira número 30 da Academia Nacional de Medicina, sua história com a Hepatologia vem desde os primórdios, quando, em 1968, ele fundou a Sociedade Latino-americana de Hepatologia, atualmente ALEH (Associação Latino-americana para o Estudo do Fígado). Um tempo depois, em 1984, assumiu a presidência da SBH por dois anos. Nos anos 1980, foi diretor da Faculdade de Medicina da USP, e nos anos 1990, secretário da Saúde da cidade de São Paulo.

“A Medicina brasileira perde um médico, professor e pesquisador que no auge dos seus 95 anos continuou inspirando gerações de hepatologistas e cirurgiões. Tive a honra de trabalhar com ele na então unidade de fígado da USP. Um líder nato, um SER além do seu tempo. Ficará vivo nas nossas memórias”, declarou a presidente da SBH, Leila Beltrão Pereira.

Confira a biografia do professor Silvano Raia:

Silvano Mário Attílio Raia, mais conhecido por Silvano Raia, nasceu em São Paulo (SP), em 1º de setembro de 1930. Graduou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), em 1956.

Dos 8 aos 10 anos de idade viveu na Itália para aprender o idioma. Foi aluno do Colégio São Luís, frequentando os cursos ginasial e colegial (científico). Recebeu o Prêmio Anchieta como melhor aluno do curso.

Entre os cursos ginasial e colegial passou um ano nos Estados Unidos da América (EUA) para aprender o idioma. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 1951. Ainda calouro venceu o concurso para professor de zoologia do Curso Preparatório ao Vestibular Oswaldo Cruz .

Em 1952, durante o período de férias, entre o primeiro e o segundo ano, recebeu uma bolsa de estudos para um estagio de três meses na Universidade de Heidelberg (Alemanha), onde sistematizou um método para estudo microscópico dos grânulos de zimogeno dos ácinos pancreáticos, publicado na revista “Mikroskopie”.

Em 1954, no fim do terceiro ano, foi convidado pelo professor Edmundo Vasconcelos, a frequentar seu serviço na segunda Enfermaria de Clínica Cirúrgica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC – FMUSP). Desde então, foi seu auxiliar instrumentador, participando de todas as suas demonstrações cirúrgicas, no Brasil e no exterior.

Em 1955, durante o quinto ano do curso médico, realizou uma gastrectomia parcial, assistida por todos os seus colegas de turma (sala Gudin).

Logo depois de formado, Silvano Raia foi, sucessivamente, responsável pelo ensino curricular da FMUSP sobre aparelho digestivo das disciplinas de embriologia e histologia (1957-1961); anatomia descritiva e topográfica (1960-1962); fisiologia (1958-1959); anatomia patológica (1960-1964) e clínica cirúrgica (1967-1982).

Em 1964, estimulado pelo seu interesse nas doenças do fígado, até então pouco conhecidas no Brasil, viajou para Inglaterra, onde, durante três anos, frequentou a Liver Unit do Royal Free Hospital, em Londres, chefiada pela professora Sheila Sherlock, e a seguir, o serviço, do professor Roy Calne, em Cambridge, pioneiro do transplante de órgãos.

Durante o estágio na Inglaterra descreveu uma técnica radiológica, com duplo contraste, para diagnóstico de divertículos do duodeno, publicada na revista “Gut”, e uma técnica histoquímica inédita para identificação e separação, em nível celular, das bilirrubinas indireta e conjugada, publicada, como único autor, na revista “Nature”.

Em 1965, durante sua estada em Londres, retornou por um mês ao Brasil para defender sua tese de doutorado na FMUSP, com a monografia “Ligaduras Gastroesofágicas para Tratamento Cirúrgico das Varizes de Esôfago Sangrantes na Esquistossomose Mansônica”.

Em 1966, durante seu estagio na Inglaterra, foi convidado para apresentar uma conferencia sobre a nova técnica histoquímica e suas possibilidades clínicas na Universidade de Paris, no serviço do professor Jean Pierre Benhamou; na Universidade de Roma, no serviço do professor Pietro Valdoni; e no serviço do professor Pietro Mallam, na Universidade de Milão.

Em 1967, obteve o título de PhD4 pela Universidade de Londres. Sua tese, aprovada com distinção, tratou da nova técnica histoquímica que, mais tarde, no Brasil mereceu o Prêmio Lafi de 1966, conferido em 1968.

Ainda em 1967, retornou ao Brasil e ingressou no Serviço de Cirurgia de Moléstias do Aparelho Digestivo, da Terceira Clínica Cirúrgica do Hospital das Clínicas de São Paulo, chefiado pelo professor Arrigo Raia5 . Nesse serviço, constituiu o Grupo de Cirurgia do Fígado e da Hipertensão Portal, que, mais tarde, se transformaria na Unidade de Fígado do HC – FMUSP.

De 1970 a 1972 estimulou jovens médicos, clínicos e cirurgiões a viajarem para o exterior, a fim de adquirir conhecimentos em especialidades relacionadas à cirurgia do fígado. Viajaram: Jorge Kalil (imunologia) para Paris, no serviço do professor Jean Dausset , futuramente vencedor do Prêmio Nobel; Luiz Carlos Gayotto (anatomia patológica) para Londres, no serviço do professor Peter Scheuer; Dalton Chamone (hemostasia) para Bélgica, no serviço do professor Marc Verstraet; Sergio Mies (técnica cirúrgica) para Denver (EUA), no serviço do professor Thomas Starzl. Com esses jovens especialistas e adotando a modalidade de liderança emergencial, desenvolveu, na Unidade de Fígado do Hospital das Clinicas de São Paulo, as bases da cirurgia do fígado, ainda incipiente no Brasil.

Com esse grupo normatizou as diferentes ressecções cirúrgicas de parênquima hepático; valorizou a técnica de ligadura das varizes de esôfago (tema de sua tese de doutorado), contraindicando a anastomose esplenorrenal no tratamento da hipertensão portal causada pela esquistossomose mansônica (estudo prospectivo incluindo 100 casos operados, com seguimento de 10 anos, publicado na revista “Gastroenterology”); e realizou, em suínos, mais de 200 cirurgias experimentais para sistematização da técnica do transplante de fígado.

Em 1978, obteve o título de livre-docente em cirurgia experimental pela FMUSP, apresentando a tese “Assistência Hepática Temporária. Fluxo de Comunicação com Receptor Anepático”.

Em 1978, meses mais tarde, Silvano Raia obteve o título de livre-docente em clínica cirúrgica pela FMUSP, apresentando a tese “Descompressão Portal Seletiva na Esquistossomose Mansônica”.

Em 1981, por força de um mandado de segurança, inscreveu-se e venceu o concurso para professor titular de cirurgia experimental na FMUSP. A medida legal foi necessária, uma vez que, à época, somente podia se inscrever candidatos possuidores do titulo de professor adjunto conferido, sem concurso, pelo professor titular da disciplina.

Em 1983, assumiu o cargo de professor titular em clínica cirúrgica da FMUSP, passando a chefiar o Serviço de Cirurgia do Fígado e Hipertensão Portal do HC – FMUSP.

De 1982 a 1986, foi diretor da FMUSP. Durante seu mandato recriou as disciplinas de anatomia descritiva e topográfica; criou as disciplinas de cirurgia geral, clínica geral e de informática. Além disso, reestruturou os cursos paramédicos; criou os Laboratórios de Investigação Médica (LIM) e instituiu a Fundação Faculdade de Medicina (FFM).

Em 1985, sempre apoiado pela equipe que constituíra, realizou com sucesso, o primeiro transplante de fígado com doador falecido da América Latina.

Em 1988, Silvano Raia realizou o primeiro transplante de fígado com doador vivo (intervivos) da literatura. Essa técnica, publicada na revista “Lancet”, inicialmente proposta para uso pediátrico, foi mais tarde empregada também para adultos, principalmente no Oriente Médio, onde, por motivos religiosos e culturais, é proibido o transplante com órgãos de doadores falecidos. A Global Observatory on Donation and Transplantation refere que até 2019, 52 mil pacientes já tinham sido submetidos a um transplante de fígado por essa técnica.

Em 1991, ingressou como membro titular da Academia Nacional de Medicina ocupando a cadeira nº 307.

De 1993 a 1995 foi secretário da Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Em 2000, tendo realizado 560 transplantes de fígado no HC – FMUSP, aposentou-se compulsoriamente nessa instituição de ensino.

De 2002 a 2006, chefiou a Unidade de Transplante do Hospital Israelita Albert Einstein, realizando 500 transplantes e dedicando-se ao ensino pós-graduado em transplante de fígado. Organizou quatro cursos com mais de 1.000 alunos de 22 estados do Brasil, que progressivamente disseminaram esse procedimento em todo país.

Em 2008, foi nomeado diretor científico do Programa de Formação em Telemedicina de novos centros de transplante de órgãos, em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês.

Em 2011, foi nomeado coordenador executivo do Conselho Técnico Consultivo do Comitê Estratégico do Ministério da Saúde, passando a ser responsável pelo Programa de Desenvolvimento de Equipes de Captação de Órgãos e Transplantes (Portaria no 439/GM/MS – 14 de março de 2011).

Em 2015, foi nomeado pelo Ministério da Saúde, coordenador executivo das ações para desenvolvimento, capacitação e assistência de novas modalidades de transplantes, como multivisceral, de face e de intestino, bem como para apoiar o desenvolvimento de novas equipes para transplante (Portaria no 1.040 – 23 de julho de 2015)

De 2012 a 2018 desenvolveu um projeto de pesquisa multidisciplinar denominado CIPETRO (Centro Integrado de Pesquisa e Ensino em Transplante de Órgãos), reunindo 5 LIMs da FMUSP e o CEGH-CEL (Centro de Estudos do Genoma Humano e Células Tronco da USP), visando aperfeiçoar métodos já estabelecidos para transplante de órgãos e desenvolver técnicas inéditas.

De 2017 a 2019 foi presidente da Seção de Cirurgia da Academia Nacional de Medicina, coordenando vários simpósios sobre cultura médica em geral e outros mais específicos sobre transplantes de órgãos.

Desde 2018 coordena, em colaboração com os professores Mayana Zatz, Jorge Elias Kalil Filho, Elias David Neto, Maria Passos Bueno e outros pesquisadores, o projeto “Sistematização do Método de Xenotransplante Suíno de Rim, no Brasil”. Visa obter órgãos adicionais para transplante atendendo a demanda reprimida e diminuir, assim, as listas de espera. Em 2017, existiam no Brasil, 126 mil pacientes em hemodiálise, dos quais 1.299 faleceram à espera de um transplante de rim. Em se tratando de técnica inédita na literatura, o coordenador apresentou o projeto e obteve sua aprovação junto aos setores religiosos, jurídicos e administrativos (Serviço Nacional de Transplantes).

Em 2020, foi eleito membro honorário da Academia de Medicina de São Paulo.

Silvano Raia é membro das seguintes entidades: College of Surgeons (1967); membro fundador da Sociedade Latino-Americana de Hepatologia, da qual foi também presidente (1968); American College of Surgeons (1974); Royal Society of Medicine (1966); Associação Paulista de Medicina (1957); Sociedade Brasileira de Anatomia (1961); Sociedade de Gastroenterologia e Nutrição de São Paulo (1967); Sociedade Brasileira de Gastroenterologia (1974); Sociedade Brasileira de Hepatologia (1974); Associação Médica Brasileira (1975); Sociedade Brasileira de Patologia (1974); e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (1982-1983). Orientou a formação acadêmica de 35 discípulos, dos quais cinco atingiram o cargo de professor titular.

Orientou 12 teses de mestrado, 13 de doutorado e três de livre-docência. Participou de 36 bancas examinadoras, das quais seis para professor titular.

Silvano Raia publicou 106 trabalhos no Brasil e 47 no exterior; escreveu 17 capítulos de livros, no Brasil, e cinco no exterior.

Proferiu 296 conferências, no Brasil, e 46 no exterior. Apresentou 250 comunicações em congressos, no Brasil, e 38 no exterior. Ganhou 13 prêmios.

Em 1956, Silvano Raia durante o sexto ano do curso médico, venceu a prova de salto equestre, permitindo assim que a medicina ganhasse a competição MackMed, há 5 anos vencida pelo Mackenzie.

Nos últimos 40 anos, tem o aquarismo marinho como hobby, tendo construído no seu escritório três tanques para corais e peixes exóticos.

Leia mais:

História da SBH

Galeria de ex-presidentes da SBH



16 de abril de 2026 Video

A segunda sessão do programa “Papo de Enfermaria”, atividade mensal da Comissão de Cirrose Hepática da Sociedade Brasileira de Hepatologia, com a participação de um residente e dois debatedores, aconteceu no dia 15 de abril de 2026 e tratou de encefalopatia hepática em paciente cirróticos. Este episódio teve moderação da dra. Flávia Fernandes (RJ) e debatedores a dra. Liliana Mendes (DF) e os drs. Mário Reis Alvares-da-Silva (RS) e Henrique Sérgio Moraes Coelho (RJ), com a apresentação do caso clínico realizada pela dra. Eduarda Fernandes de Mesquita (RJ).

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27 de março de 2026 Video

A apresentação e discussão do artigo “Terapia com estatina reduz mortalidade e complicações hepáticas em pacientes com cirrose de forma independente: revisão sistemática atualizada e meta-análise”, de autoria do dr. Guilherme Cançado, está disponível on-line para ser assistida pelos sócios da SBH. Com participação da dra. Liliana Mendes e do dr. Leonardo Schiavon, a atividade faz parte da programação mensal da Comissão de Cirrose da SBH, “Artigos científicos que Impactam na Prática Clínica”.

Para acessar o artigo que foi usado para discussão, clique aqui.

Assista à sessão, realizada no dia 25 de março:

Veja também:
– Artigos que Impactam a Prática Clinica: Uso da IA na expectativa de mortalidade por cirrose
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Leila Maria Moreira Beltrão Pereira
Presidente Gestão 2026-2027

(11) 99235-5763
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